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terça-feira, setembro 28, 2010




Gastronomia Responsável: boa comida e preservação

Ao pedir um prato especial em um restaurante bacana, você ainda pode contribuir para a conservação de florestas, dos animais, recursos naturais ou do clima da Terra. Essa é a proposta do movimento Gastronomia Responsável, lançado pela Fundação O Boticário de Proteção à Natureza com a intenção de ampliar a consciência sobre a aliança entre alimentação e natureza de forma sustentável


Lançado em Curitiba esta semana, por enquanto reúne apenas restaurantes da cidade – são 15 - sob a curadoria do premiado chef Celso Freire. Os pratos do Gastronomia Responsável fazem parte do cardápio fixo dos participantes e custam, no máximo, R$ 30. Cada prato consumido repassa R$ 1 para ações de preservação da natureza realizadas pela Fundação (veja algumas opções na galeria de fotos). 

Há um outro detalhe importante: todas as receitas são feitas com ingredientes especiais e seguem, pelo menos, um dos princípios de conservação da biodiversidade, listados abaixo. 

1. Usar produtos orgânicos que dispensam o uso de agrotóxicos,fertilizantes e pesticidas. Seu cultivo preserva o meio ambiente já que não desgasta o solo nem contamina os recursos hídricos. O produtor de orgânicos também ajuda nos serviços ecossistêmicos, como o controle de pragas, o aumento da polinização e o da produtividade de algumas culturas; 

2. Preferir produtos regionais. Isso reduz o percurso do transporte de alimentos por caminhão, o que diminui a emissão de gases causadores do efeito estufa. Ainda evita o uso de energia para refrigeração dos alimentos. O Gastronomia Responsável também valoriza o uso de insumos originados de espécies nativas da região; 

3. Não utilizar espécies ameaçadas ou vulneráveis à extinção, como o palmito-juçara ou a castanha-do-pará. O consumo dessas espécies aceleraria seu desaparecimento da natureza, o que desequilibra os ecossistemas. Elas só devem ser usadas quando tiverem comprovação de origem responsável, que garante que o produto foi criado sob controle e que não vem de extrativismo ilegal. Outro cuidado é em relação a quantidade e freqüência com que espécies aquáticas, como o camarão-rosa, o atum e a tainha, são explorados. A captura elevada de uma população, além de reduzir sua quantidade, prejudica o potencial de desova e as futuras capturas e 

4. Evitar desperdícios de alimentos para não tirar mais recursos da natureza e reduzir o descarte de resíduos. Algumas receitas aproveitam cascas, talos, folhas e sementes. 

Quem adere aos pratos do Gastronomia Responsável recebe um selo de fidelidade ao movimento. Dez selos dão direito a um livro de receitas sustentáveis, que seguem os princípios do movimento, assinadas por chefs participantes. Dessa forma, a união entre gastronomia e preservação poderá ser levada para dentro de casa e ainda mais disseminada entre os amigos e a família. E, se você cozinha bem, pode partilhar suas sugestões de receitas responsáveis no site do movimento. 

Entenda mais sobre a iniciativa no vídeo abaixo. 


Confira, no site, os pratos e restaurantes que participam do Gastronomia Responsável.
 
Fonte: Site Planeta Sustentável

sábado, abril 10, 2010

Pepsico errou feio na nova embalagem de Toddynho

Como a Ana Luiza Herzog, especialista em Sustentabilidade da Revista EXAME, bem sabe, sempre fui um pouco cética com relação ao discurso politica e socialmente responsável das empresas.
Tenho a constante sensação de que elas anunciam mais do que efetivamente fazem — prova disso é o caso relatado pela própria Ana em seu blog ontem, no qual uma colega, também aqui da redação, “flagrou” uma empresa que anunciou uma série de doações a vítimas de uma tragédia antes mesmo que elas tivessem, de fato, sido feitas.
Mas uma coisa eu tenho de reconhecer. A máquina de relações públicas de algumas companhias realmente funciona quando se trata de alardear as boas ações da empresa.
Por isso, foi com absoluto estarrecimento que eu reparei na embalagem de Toddynho, achocolatado fabricado pela americana Pepsico, hoje pela manhã, enquanto tomava café com a própria Ana Herzog (vejam os comentários dela no blog de Sustentabilidade).
A empresa dedicou a parte de trás da caixinha para falar de sustentabilidade. Mas a disposição dos elementos acabou passando uma mensagem totalmente confusa — para dizer o mínimo.
Reparem na imagem abaixo. Pelo sentido da leitura e hierarquia das fontes (ou letras), o “Desmatando florestas” vem logo em seguida ao “É divertido ajudar o planeta”. Ou seja, a mensagem transmitida é oposta ao que se pretende. Nosso primeiro impulso é ler “É divertido ajudar o planeta desmatando florestas”. Hã?
Só depois de prestar muita atenção à caixinha é que se percebe um selinho de “isso não se faz” à direita (vermelho e marrom não são exatamente cores contrastantes).
Isso sem falar no erro de português (vamos lembrar que se trata de um produto direcionado ao público infantil). “Reciclar 1 tonelada de papel poupam quantas árvores?”. Não seria “poupa”?
Mas há ainda outras mensagens mais sutis. O porquinho malfeitor aparece com um cigarro na boca e a árvore da direita parece assobiar como se quisesse disfarçar o ocorrido, num claro sinal de constrangimento. Ela não deveria estar feliz por impedir o desmatamento?
Ou seja, na tentativa de transmitir o conceito de cuidado com a natureza (o que é absolutamente louvável), a Pepsico pecou absurdamente na execução, deturpando a ideia original.
No cantinho da embalagem, a empresa sugere a visita ao site do Toddynho para mais dicas de sustentabilidade. A página é muito bem-feita, e traz depoimentos de mães sobre temas como reciclagem e nutrição. Mas, depois de uma apresentação como essa, duvido que alguém se arrisque.

por Carolina Meyer da Revista Exame

quarta-feira, abril 07, 2010

Você paga mais caro por produto ‘verde’?

Você compra produtos ‘verdes’ mesmo sendo mais caros do que os comuns? Uma pesquisa realizada pelo instituto Quorum Brasil revelou que 70% dos consumidores paulistanos deixam de comprar produtos com certificação ecológica, se os itens similares sem certificação custarem mais barato.
O estudo mostra ainda que 47% dos paulistanos não desistem de adquirir um produto mesmo sabendo que ele é prejudicial à natureza.
E você, prefere produtos ecologicamente corretos? Pagaria mais caro por eles?

Comenta-aí e exponha sua opinião!