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quarta-feira, setembro 29, 2010

Lá vem o Sol



Iluminação natural mesmo sem nenhuma janela por perto: essa é a promessa de um sistema de captura e transporte de luz solar


Claraboias e janelas não são mais as únicas maneiras de prover luz natural a um ambiente. Um exemplo dessa possibilidade é o invento da empresa sueca Parans, que criou uma forma de transmiti-la por até 20 m sem perda de intensidade - preservando, inclusive, as variações de cor causadas por nuvens ou pelo crepúsculo. "Coletores instalados no teto ou na fachada absorvem a luz, que segue por fibra óptica até luminárias especiais no interior do prédio", explica Bengt Steneb, inventor do produto. Segundo ele, os benefícios vão além da economia de energia elétrica (que pode chegar a 25%). 

Eles incluem mais conforto para os usuários, já que o corpo humano reage melhor às frequências múltiplas da luz solar que à constância da artificial. O sistema conta com filtros infravermelhos e ultravioleta - assim, não esquenta o interior, não bronzeia as pessoas nem causa danos a tecidos e plásticos. "A complexidade da instalação é a mesma que uma antena parabólica requer", compara Bengt. A Parans tem diferentes modelos de luminárias, com luz focada ou difusa, que, como nas lâmpadas tradicionais, podem ser desligadas ao toque de um botão.

DE ONDE VEIO
Antes da invenção da lâmpada elétrica, no final do século 19, eram usados prismas para refletir os raios solares e iluminar interiores. Essa é a inspiração do produto, que se vale da capacidade de transmissão de luz das fibras ópticas.

PARA ONDE VAI
O perfil sustentável conta a favor do sistema. Segundo a Parans, se fosse colocado em 1% dos edifícios americanos, europeus e chineses, ele tiraria por ano 20 milhões de toneladas de CO2 do ar (quase o dobro da emissão de São Paulo)

Fonte: Site Planeta Sustentável
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quinta-feira, julho 08, 2010

Aterrissa na Suíça avião que fez o 1º voo noturno movido a energia solar


Protótipo voou por 26 horas seguidas.

O avião realizou várias manobras e voou a uma velocidade de 50 km/h.

O avião experimental "Solar Impulse" aterrissou na manhã desta quinta-feira (8) no aeroporto da localidade suíça de Payerne, e completou sem problemas o primeiro voo noturno da história de uma aeronave movida unicamente por energia solar. O protótipo conseguiu manter-se no ar por 26 horas seguidas.
Avião ‘Solar Impulse, movido a energia solar, cumpre missão de voar por 26 horas, inclusive no período noturno.Avião ‘Solar Impulse, movido a energia solar, cumpre missão de voar por 26 horas, inclusive no período noturno. (Foto: Denis Balibouse / Reuters)
A aeronave - dotada com 12 mil células fotovoltaicas, de uma envergadura de 63,4 metros e 1,6 tonelada - decolou na quarta-feira (7) em condições meteorológicas ideais até os 8.700 metros de altura, um recorde para um aparelho deste tipo.
Seu objetivo era acumular energia solar necessária para manter-se no ar durante a noite. A aeronave tem quatro motores elétricos alimentados por baterias que são recarregadas pelas células que cobrem toda a sua asa.
O avião, pilotado por André Borschberg, realizou várias manobras durante seu voo noturno a uma velocidade de 50 km/h a fim de preservar ao máximo a energia que tinha acumulado.
(*) Com informações das agências de notícias Efe e France Presse
Fonte: Site G1

quarta-feira, julho 07, 2010

Avião movido a energia solar tenta completar 1º voo noturno


O 'Solar Impulse' decolou do aeroporto de Payerne, na Suíça.

Com bateria carregadas, plano é se manter no ar durante a noite.

O Solar Impulse, um avião protótipo movido a energia solar, decola para sua primeira tentativa de realizar longo voo noturno.O Solar Impulse, um avião protótipo movido a energia solar, decola para sua primeira tentativa de realizar longo voo noturno. (Foto: Fabrice Coffrini / AFP Photo)


O avião experimental "Solar Impulse", alimentado exclusivamente por energia solar e com o qual seu promotor, Bertrand Piccard, planeja dar a volta ao mundo em 2012, decolou nesta quarta-feira (7) com o objetivo de completar o primeiro voo noturno da aviação solar.O avião, pilotado por Andre Borschberg, partiu pouco antes das 7h locais (2h em Brasília) do aeroporto de Payerne, oeste da Suíça.A aeronave tem como fonte de energia 12.000 células fotovoltaicas que alimentam os quatro motores elétricos (10 CV cada) e recarregam as baterias de lítio polímero de 400 kg.O plano é voar durante o dia para carregar as baterias solares e poder se manter no ar durante a noite, para finalmente aterrissar 24 horas após ter decolado.O aparelho demonstrou funcionar bem durante o dia, com um primeiro voo de sucesso em 7 de abril e outros 10 desde então.
Fonte: Site G1

sábado, julho 03, 2010

Obama anuncia investimento de US$ 2 bilhões em energia solar

Recursos serão divididos em projetos de empresas americana e espanhola.
Iniciativa faz parte de Plano de Recuperação Econômica iniciado em 2009,

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou neste sábado (3) que seu governo destinará US$ 2 bilhões a dois projetos solares que serão divididos entre a empresa americana Abound Solar Manufacturing e a espanhola Abengoa.
Obama fez o anúncio em seu discurso semanal dos sábados, no qual assinalou que serão criados 3.600 postos de trabalho entre as duas companhias na construção e 1.500 empregos permanentes.
Barack ObamaO presidente dos EUA, Barack Obama, ao desembarcar na base aérea de Andrews, na sexta (2) (Foto: Charles Dharapak / AP)

Em seu discurso, o presidente não especificou que percentual do montante cada companhia receberá para seus respectivos projetos, mas a Abengoa construirá uma das maiores plantas solares do mundo no estado americano do Arizona, que permitirá a criação de 1.600 trabalhos na construção e, quando for concluída, fornecerá energia elétrica a 70 mil lares.
"Após ver companhias que constroem no exterior, é uma boa notícia que tenhamos atraído uma empresa estrangeira para criar trabalhos aqui nos Estados Unidos", assinalou o presidente americano.
Obama destacou que 70% dos componentes e dos produtos que serão utilizados na construção da planta serão fabricados nos Estados Unidos, o que permitirá "impulsionar o emprego" e as comunidades "em todos os estados".
Uma vez completado o projeto, "esta será a primeira grande planta solar de grande escala nos Estados Unidos, que armazenará energia para seu uso posterior, inclusive durante a noite".
Por sua parte, a Abound, que tem sua sede no estado do Colorado, fabricará painéis solares avançados para duas novas plantas, "que permitirão a criação de mais de dois mil postos de trabalho na construção e 1.500 empregos permanentes".
A companhia já começou a construção da primeira planta, que ficará no Colorado, enquanto a segunda será construída em uma fábrica vazia de Chrysler em Indiana.
Recuperação
Estes projetos fazem parte do Plano de Recuperação Econômica que o Governo americano iniciou em 2009 para atenuar a crise econômica, com investimentos de US$ 787 bilhões, centrado em aumentar as despesas em infraestrutura, a criação de empregos e cortes tributários.

"São dois dos maiores investimentos em energia limpa do Plano de Recuperação Econômica", assinalou Obama, que assegurou que já viu os resultados dos investimentos que foram feitos nestes meses nas fábricas de painéis solares e turbinas que visitou.
O presidente garante que seu Governo está lutando "para acelerar a recuperação e manter o crescimento econômico de todas as formas possíveis".
Fonte: Site G1

segunda-feira, junho 28, 2010

Energia: Usina solar

Com capacidade de gerar 1 mw (suficiente para abastecer cerca de 500 casas), a primeira usina solar brasileira será interligada ao sistema elétrico da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf)


Em breve, a paisagem de Tauá, CE, ficará parecida com a da foto acima, clicada em Sevilha, na Espanha. A novidade, ainda isolada, pode multiplicar-se em breve. “Com o aumento dos custos de produção de energia elétrica e a redução das despesas de fabricação das placas fotovoltaicas, prevejo uma paridade tarifária que tornaria a segunda opçãomais viável”, diz Ricardo Rüther, especialista no tema e professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Construir pequenas usinas como a de Tauá, de abrangência local, ou instalar painéis fotovoltaicospróximos aos pontos de consumo (como em coberturas deprédios) pode ser um caminho interessante. “Assim, gasta-se menoscom redes de transmissão e distribuição”, afirma Ricardo. Sem falar nosganhos quantitativos: segundo ele, se a área inundada de Itaipu fosse coberta por placas fotovoltaicas, a produção de energia dobraria.

EM BREVE NA SUA CASA
O Brasil ainda não fabrica placas fotovoltaicas (importa de marcas como Kyocera, Sharp, Sanyo e SS Solar),mas há grande expectativa quanto à participação do país na geração de energia solar. “Temos boa insolação e a maior reserva de quartzo do mundo, de onde se extrai o silício, usado nas células solares. Desenvolver o setor é questão de dez anos”, afirma Ricardo Ruther.

Além disso, a pressão mundial pelo uso de fontes renováveis favorece a queda dos preços das placas, o que disseminará o uso. “Por enquanto, os consumidores são pessoas de classe alta, dispostas a pagar mais pela energia limpa, ou populações muito carentes, que obtêm ajuda do governo para a compra dos painéis”, diz Airton Dudzevich, da loja paulista Supergreen, especializada em produtos e sistemas sustentáveis.

Fonte: Site Planeta Sustentável

domingo, maio 30, 2010

Painéis de energia solar podem confundir insetos, mostra pesquisa

Bichos pensam que equipamento é poça d'água e tentam colocar ovos.

Cientistas sugerem que sejam colocadas faixas brancas para afastá-los.


Sempre encarados como ecologicamente corretos, os painéis solares que geram energia podem ser uma armadilha para insetos que botam ovos na água, mostra um estudo da Universidade de Michigan, nos EUA.

Painel solar
Segundo a pesquisa, mais de 300 espécies de animais podem encarar a placa solar como uma poça d'água, e tentar colocar seus ovos ali. Além de atrapalhar a reprodução dos bichos, isso faz com que eles se tornem presas fáceis.
Para solucionar o problema, os pesquisadores recomendam que sejam colocadas listras brancas sobre a placa. Isso poderia fazer com que o equipamento perdesse 1,8% da sua capacidade de geração de energia, mas evitaria o problema ambiental.

Fonte: Site G1

sexta-feira, maio 14, 2010

A energia da lama

 
Projeto da Universidade Federal de Rio Grande reaproveitará sedimento retirado de canal portuário para gerar energia suficiente para abastecer uma cidade de 1 milhão de habitantes

Da mistura de lama, areia e resíduos orgânicos, retirada do fundo do mar, virá a energia capaz de abastecer uma cidade de 1 milhão de habitantes. Um projeto pioneiro desenvolvido no Rio Grande do Sul promete gerar energia elétrica a partir de micro-organismos presentes nos sedimentos da dragagem do canal do Porto de Rio Grande. Em cinco anos, a usina ecológica poderá chegar ao pico de 580 megawats por hora e economizar até R$ 6 bilhões.

– É a capacidade de uma termelétrica do porte de Candiota, sem a produção de gás carbônico. Uma nova fonte de energia, com grande potencial de exploração – destaca o professor Fabrício Santana.

Ao lado da professora Cristiane Ogrodowski, Santana coordena o estudo desenvolvido há dois anos no Laboratório de Controle de Poluição da Escola de Química e Alimentos (EQA) da Universidade Federal do Rio Grande (Furg). Marcos Satte de Amarante, Renato Dutra Pereira Filho, Henrique Bernardelli e Sérgio Przyzylski completam o grupo. Mais do que uma fonte de energia, a iniciativa resolve um problema comum a todos os portos: o que fazer com o material dragado?

As dragagens são processos para remover sedimentos que se acumulam com o tempo no fundo do mar, a fim de manter ou aumentar a profundidade dos canais portuários, garantindo o acesso seguro dos navios. Em Itajaí, Santa Catarina, é utilizado o sistema de injeção d’água, que limpa o canal e redistribui os sedimentos. Já em Rio Grande o sistema é o de sucção. Uma embarcação chamada draga suga os resíduos, descartados a 20 quilômetros da costa, em áreas de grandes profundidades.

É deste material, aparentemente sem serventia, que virá a energia elétrica, além de milhares de toneladas de areia e lama. Para isso, os pesquisadores adotam a tecnologia do micróbio elétrico (micro-organismo com capacidade de gerar eletricidade), que teve por base descobertas da década de 60, na Bélgica e nos Estados Unidos. O processo aproveita todo o sedimento retirado do canal. Areia e lama, que correspondem a 96% do material, podem ser comercializadas na construção civil. O restante, onde estão presentes os micróbios elétricos, é utilizado na produção de energia.

O processo aproveita a respiração desses micróbios, que durante a queima (oxidação) da matéria orgânica liberam elétrons, captados por um condutor que gera a corrente elétrica (eletrodos). Associado ao sistema, um circuito elétrico converte a voltagem para valores comerciais tradicionais – 110 ou 220 volts.

Em pequena escala, como nos trabalhos realizados em laboratórios hoje, a quantidade de energia obtidas parece pequena. Porém, como a dragagem do Porto do Rio Grande produz 1,5 milhão de metros cúbicos de sedimentos ao ano, os números decolam. Em cinco anos, segundo a previsão do próprio porto, serão removidos 6,5 milhões de metros cúbicos de resíduos.

A materialização dessa tecnologia depende da construção de uma planta piloto para o tratamento dos sedimentos, prevista para começar no segundo semestre. Para isso, a Secretaria Estadual da Ciência e Tecnologia investirá R$ 300 mil, o porto cederá a área e mais R$ 60 mil, e a Furg subsidiará outros R$ 640 mil, pagos em horas de trabalho dos pesquisadores. No total será investido R$ 1 milhão em três anos.

– Torna o processo de dragagem sustentável. Alia geração de renda e preservação ambiental – destaca o oceanólogo Lauro Calliari, estudioso dos sedimentos dragados.

Fonte: Site do jornal Zero Hora

quarta-feira, maio 05, 2010

Energia solar vai responder por 11% da eletricidade em 2050

A tecnologia solar vai gerar 3 mil gigawatts de energia em 2050, contra 900 megawatts em 2030, disse o presidente da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) nesta segunda-feira.

"Isso significa que cerca de 11% da eletricidade no mundo será gerada por energia solar em 2050", afirmou Paolo Frankl em uma conferência, apresentando um roteiro da agência para a energia solar. O roteiro completo será divulgado em 11 de maio.
Em um relatório anterior, a IEA havia estimado 1.600 gigawatts de eletricidade sendo gerada a partir de tecnologia solar até 2050.
A previsão de 3.000 gigawatts de capacidade até 2050 vai produzir 4.500 terawatt-hora de eletricidade por ano.

Fonte: Folha Online