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segunda-feira, outubro 18, 2010

Como é feito um transplante de árvore?

Atualmente, um dos principais motivos para transportar uma árvore de um lugar a outro é a urbanização, que tira as plantas do caminho de obras. Pode parecer simples, mas a transferência exige muito cuidado, já que a árvore pode ser danificada e até morrer em um procedimento malfeito. Em alguns estados existe até uma lei exigindo que, caso a árvore não sobreviva, o responsável compense a perda com outras mudas. Por isso, para evitar transtornos, o ideal é planejar tudo com antecedência, para que as novas raízes tenham tempo de crescer - o que facilita a adaptação da planta ao novo habitat.

VIDA NÔMADE 

Para se fixar bem na nova terra, a árvore precisa de um corte especial nas raízes e ser plantada na mesma posição:
 

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1. Meses antes do transplante, é preciso cavar um círculo ao redor da árvore (com pás ou escavadeira) com cerca de seis vezes o diâmetro do tronco. A cavidade pode ter, em média, 60 cm de profundidade, já que as raízes principais estão mais próximas à superfície
 
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2. As raízes são cortadas com serrote de poda, instrumento específico para esse tipo de procedimento. Com o círculo já escavado e as raízes serradas, é preciso jogar terra úmida e muito adubo na valeta, além de regar o local com frequência, dia sim, dia não
 
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3. Após seis meses, novas raízes começam a brotar e a árvore está pronta para o transplante. O torrão - bloco de terra e raízes - é embalado antes da mudança. Quando não há preparação, o torrão e as folhas são borrifados com uma mistura viscosa que mantém a planta nutrida
 
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4. O torrão é embalado com saco de juta, que é biodegradável e não precisa ser retirado na hora em que a árvore é recolocada no solo. Até dá para usar outros materiais, como saco de plástico, por exemplo, mas aí é preciso retirá-los antes de replantar
 
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5. Cabos de aço envolvem o torrão, e cabos extras são amarrados nos galhos para equilibrar a árvore enquanto ela estiver no ar. Ela é içada por um guindaste e viaja até o seu destino. O novo local deve ter o solo fofo, adubado e irrigado
 
6. Se o trajeto for longo, um caminhão é utilizado no transporte. É importante plantar a árvore na mesma posição em que ela foi retirada, já que foi assim que ela cresceu e se adaptou ao ambiente

7. Como as raízes ainda não estão fixadas, a árvore recebe escoras de madeira para resistir aos ventos. Essa estrutura de apoio fica até que a árvore se adapte, ganhe força e se sustente sozinha. Isso pode demorar, em média, um ano.

Fonte: Site Planeta Sustentável

segunda-feira, maio 31, 2010

O Brasil que queremos ser

Em breve, o Brasil conhecerá a proposta do deputado Aldo Rebelo de um novo Código Florestal, prometida para o dia 1o de junho. Seu texto, mais do que tratar de Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal, será a tradução da visão que ele tem sobre o futuro de nossas florestas.
Uma visão ultrapassada, que não consegue articular desenvolvimento com proteção ambiental.

Por isso, nossa questão com ele não é pessoal. É um assunto que interessa a todos os brasileiros, e que está profundamente ligado ao modelo de desenvolvimento que queremos.

Recentemente, governo e empresas brasileiras se comprometeram com o fim do desmatamento na Amazônia. Desde 2009, ambientalistas e agricultores familiares (74% do total de agricultores brasileiros, segundo o IBGE) juntam suas posições em torno da manutenção de um Código Florestal forte, que protege a pequena agricultura e o meio ambiente. Todos esses atores formam um cenário de valorização florestal que é apoiado pela sociedade civil.

Nessa reta final, precisaremos do seu apoio mais do que nunca para pedir aos parlamentares ruralistas que deixem as florestas em paz.

Pedimos a você, agora, que escreva no Twitter de Aldo Rebelo e reforce que você quer que ele deixe nossas florestas em paz.

Green Peace

terça-feira, maio 25, 2010

O debate florestal nas ruas

Passando por oito capitais, o Homem-Motosserra chama atenção para a ameaça das mudanças no Código Florestal, que ruralistas tentam aprovar.

Homem-motosserra não quer conversar, quer só cortar árvores

No último fim de semana, os ativistas do Greenpeace foram para as ruas de Belo Horizonte, Brasília, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio, Salvador e São Paulo e carregaram junto o Homem-Motosserra, paródia dos políticos que querem dar fim ao Código Florestal – lei que protege nossas matas desde 1934. Em dois dias, 4.819 pessoas aderiram à petição contra as mudanças na legislação ambiental. Somadas às assinaturas colhidas virtualmente, o número já chega a mais de 50 mil.
Com uma motosserra na mão e outra estampada no peito, o personagem chamou atenção para um assunto que deve ser discutido por toda a população: o futuro das florestas e, portanto, do país. No entanto, esse debate está hoje nas mãos de um grupo de deputados ruralistas, a bancada da motosserra, que tenta empurrar mudanças via uma comissão especial da Câmara, e em pleno ano eleitoral.



No dia 1º de junho, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), relator da comissão, promete soltar o texto com a nova proposta de lei, mais adequada aos interesses do agronegócio. A anistia aos crimes ambientais cometidos nos últimos 50 anos e o aumento de áreas de floresta que podem ser desmatadas nas propriedades rurais são apenas algumas linhas do novo projeto.
Durante o fim de semana, os ativistas do Greenpeace distribuíram panfletos explicativos, conversaram com as pessoas e mostraram como a sociedade foi deixada à margem do debate. "Vimos que a população não está ciente do que está acontecendo com o Código Florestal, o que é grave, pois é um processo que diz respeito ao futuro de nossas matas", observa Rafael Cruz, coordenador da campanha. "Buscamos com essa atividade alertar e engajar as pessoas e, nesse sentido, a atividade foi muito positiva."
No próximo fim de semana, o Homem-Motosserra volta às ruas para dar o seu recado. "O personagem representa o pensamento de pessoas que ainda têm o poder na mão para promover um modelo de desenvolvimento antigo, retrógrado, que não serve mais para o Brasil. Um desenvolvimento à custa de nossas florestas", diz Cruz.
Confira a programação no fim de semana:

29 de maio (sábado)
Belo Horizonte: praça Savassi – 9h às 13h
Brasília: a confirmar
Porto Alegre: parque da Redenção, rua José Bonifácio, box 10, em frente à Feira Ecológica - 9h às 12h
Recife: parque da Jaqueira, rua do Futuro, 315 - 9h às 12h
São Paulo: viaduto do Chá - 10h às 16h

30 de junho (domingo)
Belo Horizonte: Parque Municipal - 10h às 14h
Brasília: a confirmar
Porto Alegre: usina do Gasômetro, rua Presidente João Goulart, 551 no térreo
Recife: Marco Zero, praça Rio Branco, Recife antigo - 16h às 19h
São Paulo: Paulista, em frente ao Masp/Trianon - 11h às 16h

Fonte: Greenpeace

domingo, maio 23, 2010

Solo degradado pode ser recuperado com plantas nativas

As espécies apresentaram sensibilidade a um ou outro metal, segundo Souza, mas estão dentro do padrão de tolerância utilizado em pesquisas. “Já que trabalhamos com plantas na fase estádio de muda, que é uma etapa do desenvolvimento mais sensível, elas são relativamente tolerantes, se considerarmos o padrão que temos”, disse.
Em ambientes contaminados as plantas podem apresentar distúrbios fisiológicos e nutricionais, como a alteração no balanço hídrico, inibição da fotossíntese e diminuição da produção de biomassa. A contaminação do solo por metais pesados tanto pela ação humana, quanto por processo naturais, é um grave problema ambiental e pode afetar diretamente a qualidade dos ecossistemas e o desenvolvimento agrícola.
O pesquisador Lucas Anjos de Souza analisou o comportamento de fungos micorrízicos arbusculares, que se associam às raízes, para o desenvolvimento e a recuperação de espécies leguminosas herbáceas.
A pesquisa revelou tolerância de calopogônio à contaminação por chumbo, mas, a técnica não teve efeito relevante em espécies como feijão espada, Canavalia gladiata, e mucuna preta, Stizolobium.
O processo utilizado na atualidade para a descontaminação, segundo o pesquisador, é caro e ineficiente, pois não garante a retirada completa dos metais contaminantes.
Apesar de desenvolverem estudos distintos, os pesquisadores realizaram um trabalho conjunto de cooperação, uma vez que o processo de preparação foi semelhante. “É uma oportunidade importante de desenvolvermos nossas pesquisas com a colaboração de outros pesquisadores envolvidos em projetos relacionados. Isso possibilita a ampliação de conhecimentos”, destacou Souza.
A coorientadora das pesquisas, Sara Adrián, que desenvolve pós-doutorado na instituição, ressaltou a importância dos estudos e lembrou que a ação de cada metal foi avaliada individualmente. “Ainda não sabemos qual seria a tolerância das plantas em solo multicontaminado. Um metal pode interferir na absorção ou na toxicidade de outro, mudando completamente as respostas das plantas”, disse. “E essa é a situação encontrada normalmente em solos contaminados, a coexistência de vários metais ou elementos potencialmente tóxicos em níveis excessivos”, explicou.

Fonte: Site Ambiente Brasil

sexta-feira, maio 21, 2010

Presos 60 acusados de crime ambiental em 5 Estados

Ao menos 60 pessoas foram presas por policiais federais em cinco Estados na manhã desta sexta-feira, durante a Operação Jurupari, cujo objetivo é reprimir a extração, transporte e comercialização ilegal de produtos florestais na Amazônia mato-grossense, principalmente os provenientes do interior e entorno de áreas protegidas federais, como Terras Indígenas e Parques Nacionais.

A ação ocorre em diversos municípios de Mato Grosso e nos Estados de São Paulo, Paraná, Rio Grande Sul e Espírito Santo. Outras 31 pessoas estão sendo procuradas pelos agentes federais e 91 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos.

Entre os presos na operação estão o ex-secretário de Estado e Meio Ambiente do Mato Grosso (Sema), Luiz Henrique Daldegan, o ex-adjunto do órgão, Afrânio Migliari, o chefe de gabinete do governador estadual, Silvio Corrêa, e a esposa do presidente da Assembleia Legislativa (AL), deputado José Riva (PP), Janete Riva. Além deles, também foram detidos madeireiros, proprietários rurais e engenheiros florestais. Os mandados de prisão foram determinados pelo juiz federal da Primeira Vara de Mato Grosso, Julier Sebastião da Silva.

Crimes

Segundo a PF, a ação é fruto de cerca de dois anos de investigações. Foram apuradas irregularidades praticadas por servidores, engenheiros e proprietários em pelo menos 68 empreendimentos e propriedades rurais. Os engenheiros florestais e servidores públicos da Secretaria Estadual do Meio Ambiente eram responsáveis por produzir e aprovar licenciamentos e Planos de Manejo Florestal fraudulentos, necessários à legalização e comércio de madeiras extraídas no interior dessas áreas públicas.

Ainda segundo o órgão, dentre as principais irregularidades constatadas, destacam-se as fraudes na concessão de licenciamentos e autorização de desmatamentos e a disponibilidade de créditos florestais fictícios, que permitem o desmatamento e retirada ilegal de madeira. Após interrogatório, os presos serão encaminhados ao sistema prisional e responderão a diversos crimes, entre eles formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, entre outros previstos na Lei de Crimes Ambientais.

Prejuízo

A pedido da PF, a Justiça Federal em Mato Grosso também decretou o sequestro e indisponibilidade dos bens de todos os envolvidos, bem como o afastamento preventivo de todos os servidores indiciados. A medida se fundamentou na prova pericial produzida. Ela comprova que, além de diversos dos envolvidos possuírem movimentações financeiras incompatíveis com seus rendimentos declarados à Receita Federal, o valor mínimo dos danos ambientais causados pelos investigados, nestes últimos anos, somado, é de aproximadamente R$ 900 milhões.

Fonte: Estadão

sábado, maio 15, 2010

Pesquisador paulista avalia riscos de queda de árvores em ambientes urbanos

A queda de árvores em ambientes urbanos foi avaliada em um estudo realizado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Esalq, da USP, em Piracicaba.

O biólogo, pesquisador do Instituto de Pesquisas Tecnológicas, IPT, do Estado de São Paulo, Sérgio Brazolin, identificou que a presença de fungos e cupins pode estar associada à queda das árvores.

Brazolin analisou árvores da espécie Tipuana tipu, presentes em ruas dos bairros Pacaembu, Sumaré, Jardins, Cerqueira César, Alto da Lapa, Alto da Boa Vista e Paraíso, nas Zonas Oeste e Sul de São Paulo. Cerca de 16% das 1.109 árvores estudadas estavam em estado de alerta máximo, ou seja, precisando de manejo para evitar riscos à população.

O risco de queda é avaliado a partir de dados como o estado de sanidade biológica, que indica a presença de pragas como fungos e cupins, a deterioração interna, as medidas, as condições do entorno, etc. Fatores externos também são levados em consideração, como presença de postes, pontos de ônibus e até como foi realizada a poda da copa.

Foi elaborado um roteiro com informações para que os responsáveis pelo manejo das árvores possam verificar a existência de problemas e dar prioridade às que necessitam de mais cuidados.

Nos casos de alerta máximo, em que o risco de queda é maior, são necessárias providências imediatas, de acordo com o pesquisador. "Deve-se realizar tratamento para eliminar cupins e uma poda na copa que reequilibre a árvore, buscando o seu centro de gravidade", disse. "É preciso também tomar cuidado com a fiação elétrica nas proximidades e educar as pessoas para evitarem injúrias contra as raízes e o tronco", completou.

Apenas em último caso a remoção é recomendada, quando a árvore se encontra no limite de resistência. "Acima de tudo, as autoridades devem avaliar o risco de queda para a população", alertou Brazolin.

Fonte: AmbienteBrasil | Créditos: Midia News

domingo, abril 11, 2010

Diretor de Avatar e Titanic planta árvore no Parque Ibirapuera

James Cameron está no Brasil. O diretor dos recordes de bilheterias do cinema mundial Avatar e Titanic, veio à São Paulo para dar início à parceria global entre a Twentieth Century Fox Home Entertainment e a Earth Day Network, que pretende plantar um milhão de árvores pelo mundo.

O Diretor plantou junto com a atriz Sigourney Weaver no Parque Ibirapuera, um dos mais famosos do Estado, um exemplar de pau-brasil - árvore nativa brasileira - que é um símbolo poderoso da recuperação das florestas no país e uma espécie 99% extinta.

A parceria entre a Fox Home Entertainment e a Earth Day Network, organização internacional sem fins lucrativos que coordena programas do Dia da Terra, foi anunciada pelo próprio Cameron, em Los Angeles (EUA), em 23 de março. O plantio das árvores será feito em 15 países, a partir de hoje e até o fim deste ano.

Fonte: oFuxico